Dirigentes sindicais manifestam preocupação sobre paralisação de sistemas em reunião com o INSS


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Em reunião virtual realizada às 15h desta quinta-feira (15/01/2026), dirigentes das entidades nacionais representativas dos servidores (CNTSS, CONDSEF e FENASPS) expuseram preocupações e divergências perante a gestão do INSS sobre a paralisação total dos sistemas corporativos, prevista para o fim de janeiro. Pela primeira vez, o INSS enfrentará um apagão de cinco dias consecutivos, o que levará ao fechamento temporário de todas as agências do país.

Os dirigentes da CNTSS presentes na reunião — Deivid Christian, Ronaldo Augusto e Stela Pragana — apresentaram diversas preocupações dos servidores, especialmente quanto à paralisação dos sistemas, ao consequente aumento da pressão da sociedade e ao risco de assédio institucional, diante de informações de que o INSS estaria obrigando servidores presenciais a trabalhar aos finais de semana.

APAGÃO DE CINCO DIAS E IMPACTO À POPULAÇÃO As entidades questionaram a gestão do INSS sobre a duração da interrupção e os prejuízos que a paralisação poderá causar à sociedade, especialmente diante da alta demanda por atendimentos presenciais e análises de benefícios.

A direção do INSS afirmou que a medida é uma exigência da Dataprev, motivada pelo encerramento do contrato do sistema CV3, responsável por parte da infraestrutura tecnológica utilizada pelo órgão. Segundo a gestão, a migração e a substituição do sistema tornam inevitável a parada prolongada.

TRABALHO AOS FINAIS DE SEMANA VIRA ALVO DE DEBATE Outro ponto de forte cobrança das entidades foi a suposta obrigatoriedade de trabalho presencial dos servidores nos finais de semana durante o período de apagão, além da preocupação com o não abatimento das metas nesses dias.

O presidente do INSS classificou as informações como “fofocas de corredor”, negando qualquer imposição de jornada extraordinária. Ele afirmou que nenhum servidor será obrigado a trabalhar aos finais de semana e que a compensação dos dias ocorrerá por meio de cursos da Escola Virtual ou pela disponibilidade voluntária de servidores que aceitarem trabalhar nos finais de semana ou no contraturno.

Um ofício-circular deverá ser publicado detalhando como se dará toda essa operação no Instituto e quais cursos serão disponibilizados. De acordo com a gestão, servidores que não aderirem às capacitações deverão compensar os dias, uma vez que se trata de paralisação programada e não há previsão legal para abatimento de metas nesses casos. A compensação poderá ser feita por meio de registro de ponto (optando pelo trabalho aos finais de semana), antecipando os atendimentos ou ainda cumprindo a meta mensal ordinária (para quem estiver nas Centrais de Análise), a depender da pactuação feita no PGD (Programa de Gestão e Desempenho).

COMPENSAÇÃO DE GREVE GERA IMPASSE A reunião também abordou a situação dos servidores que estão no Programa de Gestão de Bônus (PGB) e possuem dias de greve a compensar. A gestão informou que pelo menos 50% do que for realizado no PGB deverá ser destinado ao pagamento dos dias parados.

As entidades posicionaram-se contra a determinação, argumentando que a medida fere o acordo de greve firmado anteriormente e penaliza servidores que exerceram seu direito de paralisação.

A equipe do INSS, porém, manteve a posição e afirmou que, caso o servidor não queira destinar os 50% exigidos, deverá optar pelo desconto em folha das horas ainda devidas da greve de 2024.

Resta aos trabalhadores a mobilização sob o comando das entidades sindicais para não sofrerem ainda mais pressões institucionais e cobranças indevidas.

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