Declaração automática do IR apresenta erros e exige atenção de servidores para evitar malha fina


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Servidores vinculados ao Ministério da Saúde e ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foram orientados a redobrar a atenção no preenchimento da Declaração do Imposto de Renda 2026 após a identificação de inconsistências nos dados disponibilizados pela declaração pré-preenchida da Receita Federal. O problema, que tem sido registrado desde o início do prazo de envio, envolve divergências entre as informações automaticamente importadas pelo sistema e os valores oficiais constantes nos informes de rendimentos.

De acordo com orientação da Diretoria de Gestão de Pessoas do INSS, formalizada por meio de comunicado interno, os dados exibidos na declaração automática não devem ser utilizados como referência principal. O documento aponta que, após análises técnicas, foi constatada incompatibilidade entre os números apresentados na plataforma da Receita e aqueles registrados nos sistemas oficiais de pagamento, como o SIAPE e o eSocial. Diante disso, a recomendação é que os servidores utilizem exclusivamente o Informe de Rendimentos emitido pelo sistema SouGov como base para o preenchimento da declaração.

Os principais problemas identificados estão relacionados especialmente em itens como remuneração, descontos e contribuições. Isso ocorre porque os sistemas ainda passam por ajustes e nem sempre refletem corretamente os dados consolidados.

A orientação vale para servidores ativos, aposentados, pensionistas e demais vínculos ligados aos sistemas de gestão do SIPEC, e reforça que a responsabilidade pelas informações declaradas é do próprio contribuinte. Ainda segundo o ofício, a declaração pré-preenchida funciona apenas como um recurso auxiliar, sendo necessário conferir e corrigir eventuais divergências com base nos documentos oficiais disponibilizados pela fonte pagadora.

Para evitar erros, o servidor deve sempre conferir todas as informações com base no informe emitido pelo SouGov e não confiar exclusivamente no preenchimento automático, revisando campo por campo antes do envio.

Outro ponto destacado diz respeito ao preenchimento do CNPJ da fonte pagadora. A orientação segue normas da Receita Federal que determinam a utilização do CNPJ centralizador da instituição, no caso do INSS, independentemente de eventuais variações apresentadas nos sistemas automatizados. A medida busca evitar inconsistências no cruzamento de dados realizado pelo Fisco durante o processamento das declarações.

Para os servidores que já enviaram a declaração com base nas informações incorretas da pré-preenchida, a recomendação é a retificação do documento, ajustando os dados conforme o informe oficial do SouGov. A correção é considerada fundamental para evitar problemas futuros, como cair na malha fina ou ter pendências junto à Receita Federal.

O INSS também informou que segue realizando ajustes nos sistemas de transmissão de dados, em conjunto com órgãos responsáveis pela gestão e integração das informações, o que pode gerar pequenas variações ao longo do processamento. Por isso, foi recomendado que os contribuintes acompanhem regularmente o status da declaração no portal da Receita, garantindo que eventuais inconsistências sejam identificadas e corrigidas em tempo hábil.

A orientação é de cautela no uso de ferramentas automatizadas e de atenção redobrada aos documentos oficiais, buscando evitar prejuízos aos servidores e assegurar maior precisão no envio das informações fiscais.

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