Sindsprev Pernambuco denuncia uso irregular de grupos de trabalho no INSS e cobra providências da Superintendência


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O Sindsprev-PE esteve reunido com a gestão regional do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), na sede da Superintendência, na Avenida Dantas Barreto, para tratar de denúncias graves envolvendo os chamados Grupos de Trabalho (GTs) e as condições de trabalho nas agências da Previdência Social em Pernambuco.

A reunião contou com a presença do superintendente Marcus Vinícius Braga de Farias e representantes da direção do sindicato, entre eles o coordenador-geral José Bonifácio, o secretário-geral Luiz Eustáquio, a diretora Stela Pragana e o diretor José Gustavo.

Denúncia: GTs têm sido usados para impor metas abusivas

O principal ponto levado pelo sindicato diz respeito à forma como os Grupos de Trabalho vêm sendo implementados pelo INSS. Segundo denúncias dos servidores, os GTs (apresentados oficialmente como espaços de apoio e organização do trabalho) têm funcionado, na prática, como instrumentos de intensificação da produtividade.

De acordo com os relatos, os servidores se inscrevem voluntariamente nesses grupos, mas ao ingressarem passam a ser submetidos a metas significativamente superiores às já estabelecidas em sua rotina regular de trabalho, podendo chegar à duplicação ou até triplicação da produtividade exigida.

As denúncias apontam ainda que essas exigências não encontram respaldo nas normativas vigentes do próprio Instituto, o que levanta preocupações sobre possíveis irregularidades na gestão do trabalho.

Para o Sindsprev-PE, a situação é grave e representa uma distorção do objetivo dos GTs. “Não se trata de espaço de colaboração, mas de uma forma de aumentar metas sem o devido respaldo legal, gerando sobrecarga e pressão sobre os servidores”, destaca a entidade.

Impactos diretos no trabalho e no atendimento à população

O sindicato alerta que a imposição de metas elevadas compromete não apenas a saúde dos trabalhadores, mas também a qualidade do atendimento prestado à população.Sob pressão por produtividade, há risco de análises apressadas de processos, o que pode afetar diretamente o direito dos segurados que dependem dos serviços previdenciários.

Além disso, os servidores relatam que atividades essenciais do fluxo de trabalho, como o cumprimento de exigências processuais, nem sempre são consideradas adequadamente na contagem de produtividade, agravando ainda mais o cenário.

Precarização nas agências agrava o cenário

Durante a reunião, o Sindsprev-PE também apresentou um levantamento realizado a partir de visitas às Agências da Previdência Social (APS) em diversas regiões de Pernambuco. O diagnóstico reforça que o aumento da cobrança por produtividade ocorre em um contexto de precarização das condições de trabalho, incluindo:
Falta de servidores e sobrecarga de equipes;
Problemas estruturais nas unidades;
Sistemas defasados e instáveis;
Falhas recorrentes nos sistemas internos do INSS;
Condições inadequadas de infraestrutura, como climatização, limpeza, mobiliário e acesso à água.

Unidades como as de Olinda, Paulista, Bezerros, Ribeirão, Barreiros, Carpina, Nazaré da Mata e Afogados estão entre as citadas nas denúncias.

Sindicato cobra medidas

Diante da gravidade da situação, o Sindsprev cobrou providências da Superintendência e reforçou que seguirá acompanhando o caso de forma rigorosa e também articula ações em conjunto com a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS).

“O que está em jogo é o respeito às normas, às condições de trabalho dos servidores e ao direito da população de ter um atendimento digno e responsável”, afirmou Luiz Eustáquio.

Nenhum direito a menos

O Sindsprev reafirma seu compromisso com a defesa dos trabalhadores e trabalhadoras do INSS e reforça que não aceitará práticas que resultem em sobrecarga, precarização ou desrespeito às regras institucionais.

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