Sindsprev-PE participa de ato em defesa da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6x1 no Recife
A luta por melhores condições de trabalho voltou às ruas do Recife na última segunda-feira (10), durante uma mobilização que reuniu sindicatos, centrais sindicais, movimentos sociais e trabalhadores de diversas categorias pelo fim da escala 6x1 sem redução salarial O ato, realizado em frente à sede da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE), contou com a participação do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Federais em Saúde e Previdência Social no Estado de Pernambuco (Sindsprev-PE), que reforçou seu compromisso histórico com a defesa dos direitos da classe trabalhadora.
Durante a atividade movimentos sociais, figuras políticas e dirigentes sindicais destacaram que a reivindicação pelo fim da escala 6x1 tem ganhado força em todo o país por representar uma demanda concreta de milhões de trabalhadores que enfrentam rotinas exaustivas e pouco tempo para descanso e recuperação física. O novo modelo, já é amplamente utilizado em diversos setores da economia ao redor do mundo, e prevê cinco dias de trabalho e dois dias de folga, realidade que impacta diretamente na qualidade de vida e na saúde dos profissionais.
O Sindsprev-PE esteve presente na mobilização ao lado de outras entidades sindicais e movimentos populares, defendendo a valorização do trabalho e a construção de políticas que coloquem a dignidade humana no centro das relações laborais. Para a entidade, a redução da jornada sem diminuição dos salários é uma medida capaz de promover mais bem-estar, ampliar oportunidades de emprego e contribuir para a distribuição mais equilibrada do tempo entre trabalho, descanso e convivência social.
A defesa da redução da jornada de trabalho é uma pauta histórica do movimento sindical brasileiro. Vários estudos realizados por instituições de pesquisa têm apontado que jornadas menores podem resultar em aumento da produtividade, melhoria das condições de saúde dos trabalhadores e redução dos índices de adoecimento relacionados ao excesso de trabalho. Além disso, a medida é vista como uma alternativa para estimular a geração de novos postos de emprego, uma vez que a reorganização das jornadas pode ampliar a necessidade de contratação de mão de obra.